Como foi o seu dia hoje, cuidador?
Já parou um minuto sequer, para olhar para si e para pensar em si?
Queria que fizesse apenas um exercício simples: o de pensar, quando foi a última vez que usufruiu de um tempo só seu, para cuidar de si, para fazer o que gosta e que lhe dá prazer.
Mas logo lhe virá à cabeça que esta não é a sua prioridade, que a pessoa de quem cuida é que que precisa do seu cuidado e atenção. Sim, é verdade, ela precisa de si, mas se você não se encontrar bem, que condições terá para lhe prestar cuidados? E que qualidade terão?
Abraçar a nobre tarefa de cuidar de alguém pode ser muito gratificante, pois o cuidador percebe que a pessoa cuidada beneficia dos seus cuidados e com estes pode melhorar o seu estado geral e de bem-estar. Mas, por outro lado, o cuidador pode experimentar fortes alterações a nível físico, emocional, psíquico e social, com elevada sobrecarga a todos estes níveis conduzindo-o a um estado de exaustão em que múltiplos sintomas podem ocorrer.
O desejável é conseguir um equilíbrio entre a sua total dedicação e empenho ao cuidar do outro, sem se colocar sempre em segundo plano e esquecer que também necessita de cuidar de si e que tem vida própria. É necessário estar atento a sinais e sintomas de exaustão física, emocional, psíquica e pensar que não faz mal, que nunca é vergonha ou sinal de fraqueza dizer: EU, não consigo, preciso de ajuda!
É essa ajuda que lhe quero prestar. Brevemente, vou falhar-lhe desses sinais e sintomas a que deve estar atento e de algumas estratégias a adotar para melhor lidar com o seu papel de cuidador para o seu bem-estar pessoal e da pessoa de quem cuida.
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Teresa Pereira
Setembro 13, 2021O bem estar físico, emocional e psicológico do cuidador é fundamental, sem dúvida, pois afecta positiva /negativamente a pessoa que cuida. Parar, reflectir e reajustar-se, de modo a manter o equilíbrio bio-psico-social