Estar exausto significa um estado de grande cansaço. Este cansaço pode ser físico, mental e/ou emocional. A exaustão no cuidador caracteriza-se normalmente por todos.
Quando uma pessoa passa a cuidar de alguém dependente, a tempo integral, a sua vida passa a ser gerida, na maior parte das vezes em função disso e com isto o cuidador vai deixando para trás as suas próprias necessidades. A sua atividade não tem pausas, são 24 horas de cuidados, 365 dias por ano e nestas vê-se confrontado com muitas exigências, com múltiplas tarefas e com muitas emoções.
Ao cuidar pode sentir um sentimento de bem-estar e satisfação, porque atende às necessidades de alguém, que habitualmente lhe é próximo, e fá-lo com muita dedicação, sendo que o seu maior retorno pode ser o conforto e a melhoria do estado da pessoa cuidada.
No entanto neste percurso, nem sempre este retorno acontece e/ou se mostra suficiente, levando a que com o decorrer do tempo, comece a sentir, que por mais que faça, já não consegue atender a todas as solicitações, ora porque está extremamente cansado a nível físico, sentindo-se com dores, debilitado, com falta de energia, até mais propenso a adoecer, ora porque se sente sozinho, frustrado por já não conseguir fazer mais e não ter apoios quer de ordem monetária, quer de ordem pessoal (psicológica, pausas, etc.).
O cuidador começa a entrar num estado muitas vezes de humor deprimido, ansiedade, desmotivação, irritabilidade, falta de paciência e até sentimentos de culpa e raiva, que não percebe, que não deseja ter, mas que são realmente resultado de um turbilhão de situações a que está exposto na sua atividade diária, sem pausas e muitas das vezes isolado de outras pessoas.
Se em algum momento o cuidador se revê no descrito, a exaustão está presente na sua vida e é momento para valorizar estes sintomas, para olhar para si e procurar estratégias que possam contribuir para o seu autocuidado, para a melhoria do seu bem-estar e em consequência do bem-estar de quem cuida e de outros que lhe estão próximos, pois muitas das vezes o cuidador tem outros elementos no seu seio familiar, com os quais acaba por entrar em conflito e não conseguir dar a atenção desejada pela sobrecarga diária em que está envolvido.
Cuide-se para poder cuidar!
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